Hoje vamos dar início a uma rubrica que tem como propósito falar da Magia da Leitura. Alguns textos foram enviados pelos nossos leitores, nós compilámos e deu isto que poderão ir lendo ao longo de duas ou três semanas.
"Aprender a ler é conseguir a chave para entrar num mundo novo. Proporciona uma alegre sensação de poder e de liberdade, que sentem sobretudo as pessoas mais velhas que aprendem. Ser analfabeto é um modo de escravidão, de paralisia ou de cegueira.
Antigamente lia-se no carro, a andar, no intervalo do teatro, no café , na casa de banho."
Leitora viciada
Jean Paul Sartre disse: “O meu avô ofereceu-me dois livros,agarrei neles,cheirei-os, apalpei-os,abri-os. Tratei-os como bonecas,bati-lhes. Por fim coloquei-os no colo da minha mãe.A minha mãe leu-me e eu tive ciúmes dela. A partir daí insisti que queria aprender o alfabeto. Aprendi a ler e fiquei louco de alegria.”.“ Study to be quiet”, lê para alcançar a serenidade."
A Leitura é uma espécie de encantamento.Toda a biblioteca é como um bosque. Os livros têm algo de selvático e não é estranho que alguns autores antigos intitulassem os seus “Selvas de Leituras variadas” Neruda diz:
Livro belo, livro, mínimo bosque, folha sobre folha cheira o teu papel a elemento, és matutino e nocturno cereal, oceânico... (...) Nós os poetas caminheiros explorámos o mundo, a cada porta recebeu-nos a vida, participámos na luta terrestre. A nossa vitória qual foi? Um livro, um livro cheio de contactos humanos, de camisas, um livro sem solidão, com homens e ferramentas, um livro é a vitória. Vive e cai como todos os frutos, não só tem luz, não só tem sombra, apaga-se, desfolha-se, perde-se de rua em rua, despenha-se na terra. Livro de versos de amanhã, volta outra vez a ter neve ou musgo nas tuas páginas para que os pés ou os olhos vão gravando sinais: descreve-nos de novo o mundo, as fontes entre a espessura, os altos arvoredos, os planetas polares, e o homem nos caminhos, nos novos caminhos, avançando na selva, na água, no céu, na mais nua solidão marinha, o homem descobrindo os últimos segredos, o homem regressando com um livro, o caçador tornando a casa com um livro, o camponês lavrando com um livro. Biblevante |

Fantástico este texto! Quanto ao poema, parabéns,tem bom gosto! Boa escolha, adoro Pablo Neruda.
ResponderEliminarAbraço, Francisco Bernardo