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| Sam Carlo |
Na Antiguidade: Entre os poetas e escritores da Antiguidade que abordaram o tema do gato, podemos mencionar Homero, Plutarco, Ésopo, Virgílio e Ovídio.
Esopo conta-nos que uma gata apaixonada por um rapaz pede a Vénus que a transforme em mulher ,La Fontaine retomará mais tarde este conto em "A Gata Transformada em Mulher". Mas, apesar da sua transformação, a gata continuava a ser um felino e, como tal, lança-se em perseguição de um rato que atravessava a sala. Nas suas metamorfoses, Ovídio descreve a transformação de Diana, a irmã de Apolo, em gata. Na Idade Média: No século XII, o gato é encontrado nas farsas e fábulas como, por exemplo, no "Romance da Raposa", onde está Tibert, o gato que encarna a mentira, a crueldade e a astúcia, da mesma forma que o faz Renart. As histórias de bruxaria estão também profusamente recheadas de gatos.
Na Renascença: No século XVI, as opiniões sobre o gato permaneciam, ainda, divididas. Ronsard e Rabelais partilhavam a mesma repulsa por este animal, enquanto que Montaigne ,"Ensaios" e Du Bellay o defendiam apaixonadamente. Este último, chegou mesmo a compor um epitáfio de duzentos versos em memória do seu gato Belaud.
Na Época Clássica: Os fabulistas repercutiram a censura popular contra o gato e contribuiram para o enriquecimento da sua imagem negativa. La Fontaine via também o gato como um animal egoísta, lisonjeiro e velhaco. Utilizou-o para caricaturar o cónego. Colocou-o em cena dezesseis vezes, mas o animal nunca saiu favoravelmente retratado. O gato de La Fontaine é o "Atila dos roedores", um caçador astuto, falso e cruel "O Gato, a Doninha e o Coelho" que renega os seus amigos por interesse "O Gato e os dois Pardais". Os nomes que lhe são atribuídos revelam o desprezo do autor: Raminagrobis, Raton, Rodilard, Grippe-Fromage ou Grippeminaud.


