A partir de 2013 vai, assim, haver um quarto teste sobre literacia financeira associado ao teste sobre literacia matemática, mas que numa fase experimental será apenas aplicado em 19 países, onde não se inclui Portugal: Albânia, Austrália, Bélgica, Brasil, China, Colômbia, Croácia, República Checa, Estónia, França, Israel, Itália, Letónia, Nova Zelândia, Polónia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha e Estados Unidos.
“Ajudar os mais novos a compreenderem as questões financeiras é importante, já que as gerações mais novas têm maior probabilidade de virem a deparar-se com produtos e serviços financeiros mais complexos. Têm também maior probabilidade de vir a enfrentar maiores riscos financeiros na vida adulta do que os seus pais, especialmente no que diz respeito a poupar, planear a reforma e cobertura das necessidades em termos de saúde”, concretiza a nota da OCDE.
A OCDE dá também como exemplo que é precisamente entre os 15 e os 18 anos que a maioria dos jovens tem de tomar uma importante decisão financeira: investir ou não na educação em termos de ensino superior, sendo que o fosso entre licenciados e não licenciados se tem vindo a alargar, ao mesmo tempo que ir para a universidade se revela cada vez mais caro. Neste sentido, a OCDE diz pretender avaliar as capacidades dos alunos em termos de literacia financeira para depois olhar para os países e comparar as estratégias que estão a ser seguidas para identificar as boas práticas.
Resultados de 2010
Os resultados do último PISA, divulgados em Dezembro do ano passado, mostraram que Portugal foi o país da OCDE que mais progrediu no conjunto dos três domínios – literacia de leitura, matemática e científica, registando um aumento de cerca de 20 pontos, comparativamente a anos anteriores. Assim, o país foi o quarto que mais progrediu na literacia de leitura, entre 2000 e 2009; ocupa a mesma posição na literacia matemática, entre 2003 e 2009. Quanto à literacia científica, está na segunda posição entre os países que mais progrediram entre 2006 e 2009.
In Publico-28/02/2011
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