
Olá, aqui seguem mais 3 textos produzidos para uma ficha de avaliação de Português do 9ºA. A intenção era criar um novo capítulo para a obra "O Principezinho", à semelhança dos do livro, em que a personagem visitasse mais um planeta com um único habitante.
1º TEXTO:
"Depois de percorrer mais um longo caminho, o Principezinho encontrou um planeta habitado por um rico.
- Bom dia! - disse o Principezinho.
- Bom dia, menino pobre! - disse o habitante.
O principezinho não compreendeu porque lhe chamava pobre e em seguida respondeu:
- Mas, eu não sou pobre.
- És sim! Comparado comigo és pobre. Eu sou o mais rico deste planeta. - afirmou o rico com orgulho, tirando do bolso um maço de notas.
- Mas tu és o único habitante deste planeta, claro que és o mais rico! - respondeu o Principezinho.
O homem rico já não respondeu, pois não queria dar ouvidos a um Principezinho mais pobre do que ele. Sendo assim, o Principezinho foi-se embora pensando que as pessoas crescidas não deviam dar tanta importância ao dinheiro. “As pessoas crescidas são mesmo muito estranhas.”
2º TEXTO
"O Principezinho viajou para mais um planeta, um planeta duas vezes mais pequeno que o seu asteróide, o que o impressionou muito. Quando lá chegou viu uma senhora muito velhinha a ler uma história e a falar sozinha. Então, cumprimentou-a:
- Olá! Bom dia…
A senhora pôs o dedo na boca e fez:
- Shiu…
O Principezinho obedeceu, mas ficou bastante admirado. Passado algum tempo, a senhora disse:
- Continuai a ler, eu já venho!
E foi falar com o Principezinho:
- Sim, posso ajudá-lo?
- A senhora vive aqui sozinha?
- Sozinha? Oh, rapaz estás a ver mal? Vivo aqui com a minha turma! Sabes, eu sou professora e esta é a minha turma!
Mas o Principezinho não via ninguém, achava aquilo um absurdo. Falar sozinho? Mas nem ripostou, foi-se embora a pensar: “Tenho medo de envelhecer sozinho e inventar pessoas para me sentir feliz! Nunca vou ficar velhinho…”
3º TEXTO:
"O sétimo planeta era muito sombrio, tudo parecia esconder-se de tudo, até as árvores eram baixas e escuras, quase imóveis, nem sequer teve resposta quando disse em voz alta:
- Olá, bom dia!
O principezinho caminhou durante algum tempo até que encontrou um senhor muito desconfiado.
- Olá, bom dia! – repetiu o principezinho.
- Quem és tu? – respondeu o senhor, com um ar assustado.
- Tem calma, não venho com maldade. Na verdade, estou perdido.
- E porque tenho eu de confiar em ti?
- Bem, não sei…mas talvez pelo mesmo motivo que eu também confio em ti.
Calaram-se os dois por um bom bocado, aquele silêncio já se tornara assustador quando o senhor revelou:
- Sabes, eu também não sou daqui, andei tal como tu, perdido durante muito tempo e decidi ficar por aqui. A vida ensinou-me a deixar de ser o que era, a não confiar em tudo e em todos, aprendi a ser arrogante quando é preciso, a julgar quando é preciso, a esconder-me quando é preciso, percebes?
- Sim, percebo. Talvez deva aprender a ser assim também, só se desilude quem se ilude, se calhar iludo-me demais… "
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